“Lange Nacht der Museen” (Noite Longa no Museu) é um evento que já faz parte do calendário da cidade. Vários museus e galerias se unificam numa grande programação que começou às 19h do sábado dia 05/04 e só terminou as 02h manhã do domingo. É só comprar um ticket e tem acesso as galerias, museus e aos onibus que fazem o transporte pros locais.
Agora a nossa versão do que foi a “Lang Nacht der Museen”

A primeira parada foi a “Haus der Geschichte” (Casa da Historia)
Como o proprio nome diz, é nesse espaco que você enccontra os principais registros da cidade, e alguns do estado. Fotos antigas da cidade, fardamentos de generais, objetos antigos (de brinquedos a maquinas de escrever). Como diz o Sr. Marido “tudo muito hype”. As salas que mais gostamos foi uma com fotos por todas as paredes. A primeira parede so com fotos de casamentos, de todas as décadas. A segunda parede fotos do aumento da familia. A terceira, fotos de crianças, também de todas as décadas. E a quarta parede fotos da terceira idade. Algumas familias se repetiam em cada parede, entao se você conseguisse encontra-los dava pra saber como foi o casório, os filhos, e como ficaram quando velhinhos.
Seria uma lembrancinha de Laranja Mecanica? Room pra chill-out com cadeiras ovais penduradas por correntes e nas paredes projeções de uma cantora dos anos 30(?) cantarolando em francês.
Segunda parada “Staatsgalerie” (Galeria do Estado)
Lá esta em exibição a exposição “Back to sixties: Pop Art”. Coisa linda de Deus. Foi aí que lembramos bastante dos meus-amigo-minhas-amiga.
Pinturas, colagens, e demais doideras que a galera fazia naquela época. Tinha a galera já conhecida: Andy Wharol e Lichtenstein. Mas tinha também umas peças do comecinho da Pop Art com umas colagens bem primitivas de revista, e um terno grudado numa tela (Green Suit – Jim Dine). Teria sido mais bacana se a gente conseguisse entender a explicação das obras, pela mocinha do museu, mas ainda não foi dessa vez haha.
Pra quem quiser saber mais: http://www.telegraph.co.uk/arts/main.jhtml?xml=/arts/2007/10/16/bapopart116.xml


Terceira parada “ Theodor-Heuss-Haus”
Sabe como é: brasileiro em pais estrangeiro fica saudoooooso. Nesse museu ia ter um grupo de jazz e bossa nova. Resolvemos dar uma conferida. Essa parada merece um selo “QUE COCÓ” controle de qualidade (ou melhor dizendo: controle de prejuízo e risco de morte, mesmo que seja de tédio). Até então não havíamos saído do centro da cidade, e seria interessante também conhecer as galerias mais distantes. Quando falamos que a cidade toda participou do evento não quis dizer de forma simbólica. A imagem lembrava onibus de excursão escolar: todo mundo papeando, com caderninho na mão checando as programações, e olhinhos brilhando (ok, essa fica por nossa conta).
Chegamos no nosso ponto, só a gente e mais outras 6 pessoas desceram lá. Será que esse negoço presta? Bem… o ponto ficava no meio do nada (nota do marido: um breu da peste) então fomos seguindo o casal da frente que devia saber o local, né? E anda, anda, anda, matagal, lama, e no chão só uns bastõezinhos de luz (ehhhh de festa psy-ganesha-malabares) indicando o caminho. Chegamos. Era uma casa com a parte interna toda conservada: louça, piano, escritório, etc. Era a casa de Theodor Heuss. Não faz idéia de quem seja?
“O primeiro presidente da República Federal da Alemanha ocupou o cargo em dois mandatos consecutivos, de 1949 até 1959. Sua primeira eleição foi em 12 de setembro de 1949, com 52% dos votos. A reeleição ocorreu em 17 de julho de 1954 e Heuss obteve 88,2% dos votos! Theodor Heuss foi considerado o mentor do liberalismo alemão no pós-guerra. Ele foi um dos fundadores do Partido Liberal Democrata (FDP).“
Claro que pela casa, pelas publicações, pelas coisas que a gente viu, descobrimos que se tratava de uma pessoa política importante. Mas bem… entendendo 30% da oratória, tudo tende ao tédio. Partimos. Onibus demorou, tava lotado, voltamos pro centro brincando de sardinha: espremidinhos, amassadinhos, enlatados (marido: „valeu brasil“).
Já era 01:00h da tempo pra mais alguma coisa?
Quarta Parada – Kunstmuseum Stuttgart (Museu de arte de Stuttgart)
Esse é um dos principais museus, com acervo gigantesco. São 5 ou 6 andares mais ou menos. Bem, era nítido que não ia dar muito tempo de ver muita coisa, mas quem tá na chuva…
As principais mostras desse mês são de Andy Warhol e Otto Dix.
A gente também não conhecia Otto Dix, e foi uma grata surpresa. A maioria dos quadros expostos tinha uma temática que se repetia: guerra, ou a herança deixada por ela. Caveiras usando fardas e empunhando armas, dançarinas gordas, e mulheres esqueléticas.
Demos uma pesquisada: Otto Dix era conhecido pelas obras “Anti-war„, muitas de suas obras foram destruidas, e foi perseguido pelos nazistas.
Os links de algumas imagens e historico se alguem quiser saber mais.
http://www.jamespicard.com/aotm/aotmdix.html
http://oseculoprodigioso.blogspot.com/2005/12/dix-otto-expressionismo.html
Ahh, por último vimos uma instalação (vamos ficar devendo o nome da artista).
Uma corda, um violino, e duas cadeiras penduradas uma em frente a outra. A corda se soltava, e os objetos se moviam por um mecanismo em cadeia. Falando assim nem parece interessante, mas o sincronismo, as cadeiras balançando, o violino tocado por um braço mecânico. O sangue na parede. E você se perdia na definição de era uma cena assustadora, ou quase romântica.

Cenas dos próximos capítulos: A cozinha maravilhosa do Dono Marido; As bicicletas de Stuttgart